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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

TRANSPLANTAÇÃO

 

 

Sabia que em Portugal o modelo de legislação para a colheita de órgãos é um modelo de consentimento presumido? Ou seja, "são considerados potenciais dadores todos os cidadãos nacionais, os apátridas e estrangeiros residentes em Portugal que não tenham manifestado junto do Ministério da Saúde a sua qualidade de não-dadores".

Assim, quem se quiser recusar a ser dador de órgãos deve inscrever-se no RENNDA (Registo Nacional de Não-Dadores). Para mais informações, aceder ao link:

 

http://www.asst.min-saude.pt/transplantacao/Paginas/rennda.aspx

 

Desta forma, os gabinetes de coordenação de colheita e transplantação (GCCT) dos hospitais de Santa Maria, S.José, Coimbra, Santo António e S. João, aquando da existência de um potencial dador, têm de verificar neste registo se este doente se opõe à doação dos seus órgãos (estando registado no RENNDA).

 

Para um determinado indivíduo ser considerado um potencial dador, tem de ser declarada a sua morte cerebral (mesmo que ainda haja actividade cardíaca). Esta está presente quando:

- o doente está em coma e ligado a um ventilador (perda da respiração espontânea), sendo a causa do coma uma lesão cerebral estrutural e irreversível

- são excluídas causas reversíveis de coma (hipotermia, intoxicação por drogas depressoras do SNC, ...)

- são efectuados testes que evidenciam a cessação das funções do tronco cerebral, nomeadamente, a ausência de reflexos (ex: pupilas com diâmetro fixo) e a confirmação da ausência de respiração espontânea (prova da apneia).

 

Neste caso, e depois de confirmada a não inscrição do doente no RENNDA, a família é informada, procede-se à manutenção do dador para conservação dos órgãos até à colheita e são feitas análises ao dador para certificar que este é viável.

 

São contra-indicações absolutas à doação de órgãos:

- dador HIV+

- dador com tumores malignos (excepto tumores cerebrais, basalioma ou carcinoma in situ do útero)

- dador com infecção grave (sépsis)

 

Se  houver exclusão destas contra-indicações e houver integridade anatómica e funcional dos órgãos e o dador tiver menos de 65 anos, geralmente procede-se então à colheita.

 

O perfil do dador tem vindo a alterar-se em Portugal. Há 20 anos predominavam os dadores jovens, do sexo masculino e com traumatismo cranioencefálico provocado por acidente de viação. Actualmente, tem vindo a aumentar a percentagem de dadores adultos entre os 26 e os 55 anos, e como causa de coma tem-se tornado cada vez mais importante o AVC (acidente vascular cerebral). A taxa de dadores do sexo feminino também está a subir.

 

Não nos devemos esquecer, que Portugal é o líder mundial nos transplantes hepáticos e tem o 3º lugar nos transplantes renais. O programa de dador vivo, em que cônjuges e familiares vivos podem doar um órgão (fígado ou rim), veio contribuir para os bons resultados.

 

 

A transplantação hepática revela-se importante, por exemplo, em doentes com cirrose, hepatites, neoplasia ou uma doença com elevada incidência no nosso país (e anteriormente abordada neste blog) a polineuropatia amiloidótica familiar (PAF). Nas crianças receptoras transplanta-se o lobo esquerdo do fígado (se for de um dador vivo ou de um cadáver adulto - fígado demasiado grande) e nos adultos o lobo direito (caso seja de um dador vivo) ou todo o fígado (dador cadáver). É um transplante ortotópico, pois o fígado é transplantado para a sua localização anatómica normal. Um caso particular desta transplantação é o transplante sequencial ou em dominó, que pode ser realizado, por exemplo, em doentes com PAF, de forma a gerir correctamente os escassos recursos de órgãos para transplante. Assim, o doente com PAF (fígado produz proteína anómala, que causa doença ao fim de cerca de 20/30 anos) recebe um fígado novo de um dador cadáver, enquanto o doente com cirrose/cancro (geralmente doente com mais idade) recebe o fígado com PAF. Como este doente tem mais idade, a doença nunca chega a manifestar-se.

 

Também a transplantação renal tem um papel importante, sobretudo em doentes com insuficiência renal crónica terminal causada por diabetes mellitus ou por hipertensão arterial. Este é um transplante geralmente heterotópico pois o rim insuficiente não é retirado da sua posição anatómica e o novo rim transplantado é colocado na fossa ilíaca (direita ou esquerda).

 

 

Também aqui há um caso particular, o transplante duplo de rim e pâncreas (transplante reno-pancreático), útil em doentes diabéticos sob hemodiálise por insuficiência renal secundária a nefropatia diabética e a fazerem insulinoterapia (dependentes de insulina exógena). Nestes casos, resolvem-se dois problemas com uma só cirurgia. O transplante renal permite a resolução da insuficiência renal, enquanto o transplante de pâncreas permite a correcção do distúrbio do metabolismo da insulina (presente nos diabéticos). O Hospital de Santo António no Porto é o único em Portugal a realizar o transplante de pâncreas e o transplante reno-pancreático. Desde 2000, já realizou mais de 100 transplantes duplos, com excelentes resultados.

 

 

Por fim, relembro apenas que os doentes transplantados têm de fazer medicação imunossupressora para impedir a rejeição do órgão.

publicado por Dreamfinder às 20:02

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Domingo, 13 de Maio de 2007

TRANSPLANTE RENAL

O transplante renal pode ser realizado com um rim de um cadáver ou de uma pessoa viva. Em Portugal realizam-se cerca de 400 transplantes renais por ano sendo cerca de 10% de dador vivo.

A actual legislação portuguesa apenas permite a doação de rim até ao 3.ºgrau de parentesco, mas aguarda alterações.

A lista de espera para transplante renal inclui mais de 2000 doentes, crescendo cerca de 100 novos doentes todos os anos. O tempo médio de espera é de cerca de 5 anos.

A modificação da lei de doação deverá alterar um pouco este cenário aumentando o número de dadores renais vivos. É também importante melhorar o número de colheitas em cadáveres.

Em Espanha, por exemplo, a transplantação de rins de cadáveres tem a taxa mais elevada da Europa, mas com dador vivo é inferior à portuguesa. Os resultados do transplante com dador vivo são, no entanto, de maior sucesso que os de cadáver.

Em Portugal e no mundo, a escassez de órgãos para transplante tem sido um problema insolúvel, sendo que, por exemplo, no nosso país o envelhecimento populacional contribui muitas vezes para a inviabilidade dos órgãos para transplante.

 

publicado por Dreamfinder às 23:11

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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007

DOENÇA RENAL CRÓNICA (DRC)

 

A saúde pública prepara-se para sofrer uma viragem a nível mundial, com uma redução de 3% na projecção das doenças infecciosas na mortalidade e um aumento de 17% das mortes por doença crónica.

A doença renal crónica, além de rara, não tem tratamento até atingir a fase de falência renal. Os tratamentos para a falência renal são a diálise e o transplante renal. No nosso país existem cerca de 14000 doentes com falência renal em hemodiálise ou transplantados e este número vem a crescer 6,5% anualmente, prevendo-se que duplique nos próximos 15 anos.

As estimativas apontam para que 1 em cada 10 indivíduos padeça de DRC, sendo que os doentes com insuficiência renal são apenas uma pequena parte.

Entre os factores de risco da DRC podem salientar-se a hipertensão, diabetes, consumo de drogas anti-inflamatórias, … A prevenção e o tratamento destes factores de risco são mais uma vez as chaves para evitar o aparecimento da DRC.

Os critérios que levam a DRC a ser considerada um problema de saúde pública são quatro:

- afecta muita gente e o número de afectados aumentou significativamente e prevê-se que continue a aumentar

- o problema não afecta todas as pessoas do mesmo modo, incidindo particularmente nas populações de baixo nível socioeconómico

- há evidência de que determinadas estratégias (ambientais, políticas, económicas, …) poderiam reduzir significativamente a doença

- essas medidas não estão ainda implementadas

Crê-se que 800.000 portugueses sofrem de DRC, com particular incidência nos grupos etários mais elevados, minorias étnicas e raciais, população de baixo nível socioeconómico.

A população com DRC tem um risco de morrer de complicações cadiovasculares 100 vezes superior ao risco de progredir para a insuficiência renal.

A DRC acaba por estar escondida da população, perante o destaque dado pelos meios de comunicação à doença cardíaca, ao cancro ou à importância de monitorizar a pressão arterial e o colesterol ou fazer mamografias regulares. É importante a sensibilização da população para este problema de saúde pública tão comum que pode ser diagnosticado precocemente através de análises. É importante identificar e vigiar grupos de risco e a implementação da prevenção da DRC.

publicado por Dreamfinder às 23:14

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